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Vivendo de Inventar – Publicar um livro físico ou um livro digital? Qual a melhor opção para começar sua carreira?

Posted in literatura brasileira, literatura fantástica, literatura nacional, trabalhar como escritor with tags , , on 03/12/2015 by André Vianco

Young Sweethearts Busy Reading on Book and Tablet Vivendo de Inventar - Banner

Muita gente tem vontade de publicar um livro, mas sabe como esse caminho é difícil e acaba desistindo antes de tentar. As editoras, em geral, demoram uma eternidade para responder e, normalmente, escutam-se vários nãos sem explicação alguma sobre as razões das negativas. A principal delas é que editores buscam autores já conhecidos, consagrados e com um bom histórico de vendas porque o mercado de livros, por vários motivos, está cada vez mais competitivo. Se você é um escritor/escritora iniciante como terá o seu livro publicado por uma editora? Como atenderá os anseios dos executivos que decidem em qual livro apostar?

A boa notícia e que é possível preencher certas lacunas e ter o seu livro considerado para publicação, o que já é um grande passo.

Alguns recorrem a auto-publicação, o que é ótimo, mas mesmo que você tenha condições de bancar essa aposta, a auto-publicação pode não trazer resultados se a história que você contar não atingir os seus leitores em cheio e não ajudar a formar o bem mais valioso para aqueles que querem viver de contar histórias: o seu público leitor.

Para conquistar esses leitores, é preciso encantá-los, cativá-los, com a arte de escrever uma boa história, construindo uma narrativa agradável, apoiada em bons personagens.

Kid reading book, light in darkness

Na palestra “Vivendo de Inventar” o escritor André Vianco, autor de best-sellers como “Os sete”, “O Senhor da Chuva”, “A casa”, “O vampiro-rei – Bento” e “As crônicas do fim do mundo”, com mais de um milhão de livros vendidos, compartilha sua experiência de 15 anos de mercado ensinando aos novos escritores técnicas e tendências para se tornarem também autores de sucesso.

Uma das chaves que André Vianco explora é a “formação de público leitor”. Uma vez que um escritor(a) conquista e forma um público leitor o caminho para viver de inventar se desdobra e enche-se de novas possibilidades.

Aprenda também:

– Como uma ideia se transforma em livro.

– O que querem os novos leitores e novos editores de ficção e fantasia?

– Como evitar bloqueios.

– Tendências do novo mercado editorial.

– Auto-publicação X Livro digital. Qual escolher?

André Vianco é escritor, roteirista e diretor. Publicou pela editora Novo Século e editora Rocco seus 13 romances de sucesso, todos best-sellers, já foi convidado para publicar nas maiores editoras do Brasil, trabalhou 4 anos como autor de projetos estratégicos no departamento de seriados da Rede Globo, tem 3 longas em fase de desenvolvimento e é palestrante em todo o Brasil falando de sua experiência no mundo editorial e do audiovisual.

Quer publicar seu livro? Inscreva-se hoje e garanta sua vaga na palestra “Vivendo de Inventar” e aprenda as melhores dicas para começar ou desenvolver sua carreira de escritor(a) com quem entende do assunto!

Locais e datas:

Dia 28/03 em São Carlos – SP – das 10h às 16h Endereço: São Carlos Slaviero Executive Hotel – R. Kenneth Gilbert Herrick, 101. Jóquei Clube.

Dia 29/03 em Campinas – SP – das 10h às 16h Endereço: Espaço Ideal – R. Romualdo Andreazzi, 677. Jd. do Trevo.

Valor: R$ 180,00

Como se inscrever:

Whatsapp Vivendo de Inventar: 11 959413797

Facebook: deixe uma mensagem na página Vivendo de Inventar que contatamos você. https://www.facebook.com/vivendodeinventar

Telefones:

11 36834599 (11h00 às 18h00)

11 959413797 (TIM) VAGAS LIMITADAS!

Vivendo de Inventar é uma iniciativa da produtora de conteúdo Criamundos,

Rua Lucianinho Melli, 69, Osasco – SP.

Um punhado de ideias! Continua firme e ganhando público.

Posted in literatura brasileira, literatura fantástica, literatura nacional, novidades! with tags , on 12/05/2013 by André Vianco

A série “Um punhado de ideias” já está ganhando um público fiel. Essa semana publiquei o terceiro episódio.

Abaixo os links do episódio 2 e 3. Aproveitem! Escrevam!

Episódio 2

Episódio 3

As crônicas do fim do mundo – A noite maldita

Posted in literatura fantástica, literatura nacional, novidades!, vampiros with tags , , , , , , , , , on 03/14/2013 by André Vianco

Lançamento: dia 2 de abril de 2013!

As crônicas do fim do mundo - A noite maldita

Finalmente foi divulgada a data de lançamento do meu novo livro, “As crônicas do fim do mundo – A noite maldita”. Sem sombra de dúvidas meu melhor trabalho até o momento. Talvez por conta dessa certeza eu esteja tão ansioso para que o livro chegue aos meus leitores. Apesar de ser o meu 14 livro lançado, ainda dá um frio na barriga danado antes do lançamento. Depois que o livro, é clichê falar (mas é a mais pura verdade), o livro deixa de ser meu e passa a ser de todos os que o leem.

“As crônicas do fim do mundo – A noite maldita” é uma daquelas leituras que tem o pendão de fazer o leitor se apaixonar pelas personagens, conhecer ainda mais quem já conhecia e ser cativado pelos novos habitantes dessa saga cheia de novidades.

Assim que a editora Novo Século me passar as datas e locais dos eventos de encontro com leitores, corro aqui para postar e deixar informado a todos.

Como o livro ainda está em pré-venda, posto aqui o link para você ler o segundo capítulo da obra e degustar um pouquinho mais desse mundo apocalíptico. O arquivo está em PDF e você poderá lê-lo a partir de seus dispositivos móveis. E lembre-se, “A noite maldita” recebeu esse título por um bom motivo.

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Personagens arrebatadores.

Posted in literatura brasileira, literatura fantástica, vampiros with tags , , , , , on 11/08/2012 by André Vianco

Uma de minhas personagens mais queridas pelos leitores, cheia de qualidades e defeitos.

Sempre me perguntam como criar um personagem carismático para a literatura. Sempre respondo que quando o assunto é contar histórias não existe receita pronta. Todo assunto pode virar uma grande aventura e um dos alicerces de uma boa trama são as personagens que habitam os conflitos que vamos propor aos nossos leitores.
Criar personagem cativante é fugir do comum. Em histórias de fantasia, principalmente, vejo muito a repetição de esterótipos entediantes, como nas histórias de vampiros, a maioria dos autores iniciantes optam por colocar aquelas criaturas noturnas em formas megasensuais, mulheres impecáveis, lindas e peitudas ou homens que mulher alguma resistiria a uma encarada de três segundos, sem sentir um frio na barriga sem se preocupar com estofo das marionetes que vamos animar.
Outros caminham por trilhas repetidas nas histórias de fantasia onde o protagonista é uma criança ou adolescente orfão. Sempre vem como primeira opção contar a história de um pobre órfão abandonado e tiranizado pelo qual os leitores sentirão uma simpatia enorme, probrezinho dele. Se o livro começa assim eu já abandono. Por que? Já contaram essa história uma porção de vezes, e, como já disse, por não existir receita, você pode até repetir esse modelo e ter êxito se o fizer com certa competência e criatividade. Pois reside nesse item, a criatividade, o calcanhar de aquiles dos autores brasileiros de fantasia. Muitos e muitos livros que chegam para mim com pedido para análise não me dão a chance de passar da primeira página ou porque são chatos demais, mal escritos ou, o que acontece na maioria das vezes, arremedos de sucessos de bilheteria no cinema ou bestsellers norte-americanos, com maneirismos norte-americanos, com cenários estrangeiros sem que realmente seja necessário que a história seja contada em outro lugar. Muitas garotas, escritoras promissoras, mandam textos sobre as aventuras de suas personagens femininas que estão aflitíssimas como o que vai acontecer no baile de formatura, só faltam escrever “high school prom” invés de baile de formatura e suas personagens, logo depois do encerramento do ano letivo partirem para as férias de verão em julho… e são vários casos. Usando a imaginação e trazendo a brasilidade para a coisa, temos aqui o famoso “baile de debutante”, o aniversário de 15 anos, que pode perfeitamente ser palco para muitos conflitos adolescentes sem fazer parecer um copião de enlatados norte-americanos.
Um bocado de gente deve me achar um tanto ufanista por brigar tanto para a produção de literatura de fantasia com cara brasuca, nem ligo. Só acho e repito que o Brasil é vasto e riquíssimo em cultura, lendas, folclore e maneirismos que deveriam ser mais explorados. Entendo perfeitamente quão sedutor é aos novatos a criação de personagens e cenários americanões, afinal de contas é por esse tipo de literatura, cinema, seriados e games que somos bombardeados todos os dias, e é por onde, muitas vezes, começamos nossa vida leitor ou cinéfilo.
Eu mesmo em meu primeiro romance não resisti a tentação e tenho lá minha parcela de “vergonha alheia”, hahahaha, no caso “vergonha de mim mesmo” em meu “O Senhor da Chuva”, é só ler os primeiros capítulos para conferir que está tudo ali, o resultado dos filmes de fantasia e terror que assisti, dos livros que li e hqs que devorei. Cenas em becos, nomes estrangeiros em excesso, celeiros a lá Kansas, trechos em milharal, tudo parte de uma massa encravada na minha mente. Então se esse texto aqui está te atingindo, relaxe. Esse texto é um convite a pensar mais, a se desafiar mais antes de começar a escrever e criar personagens e cenários. O barato de escrever sempre é observar e evoluir. Você escreveu um livro inteirinho com uma criatura destruindo Manhattan pela enésima vez? Não jogue fora! É parte do seu exercício para ir melhorando, ir em frente. No exemplo que citei de “O Senhor da Chuva”, onde meu livro parece um filmão norte-americano dublado em português, não enxerguei aquilo no momento em que escrevia. Eu só era movido pelo desejo de contar, de escrever aquela história maluca que eu tinha inventado. Já, quando terminei “O Senhor da Chuva”, com o surgimento de um personagem vampiro no meio da história, sabia que meu próximo livro seria sobre aquelas criaturas, eu queria escrever um livro de vampiros! Então surgiu “Os sete”. Da decisão de escrever um livro com vampiros até começar a elaborar o roteiro da história só existiu o hiato criado pelo tempo para encontrar a história certa, uma história dominada por um mito que todo mundo já conhecia e já tinha escrito sobre, mas contada de outro jeito, trazendo algo de original. Dai veio a caravela portuguesa e os poderes insanos conferido a cada um dos malditos do Rio Douro. De uma forma inconsciente eu já queria que a coisa toda tivesse a nossa cara, então em “Os sete” encontramos personagens com boné da cachaça 51 na cabeça, ruas de nossas capitais e periferias e menos estrangeirismos. Se você realmente se converter num escritor(a), verá que a cada livro acabado você melhora um pouco.

Dimitri (Ralph Maizza) e Tobia (Celso Melesz) no set de filmagens do “O turno da noite”. Dupla adorada pelos leitores de “Sétimo” e “O turno da noite”.

Voltando ao assunto da criação de personagens, essa opinião não é unânime, mas eu adoro criar uma ficha, uma biografia da personagem (pelo menos das principais e das que mais articularam com os protagonistas). Pegue algum tempo (vai ser um bom tempo dependendo do nível de profundidade exigido) para prospectar sua personagem, descobrir onde ela nasceu, quando, quem era seus pais e seus avós, seus irmãos, quem eram seus amigos mais chegados, o que ela mais quer da vida, o que ela está fazendo agora, onde estudou, quem eram seus amigos e amigas no tempo de escola, objetivo profissional. Tem que pensar nas qualidades que sua personagem tem e, por mais que você a ame, na vida real ninguém é perfeito, então trate de arrumar uns bons “defeitos” para sua personagem, existem muitos e, acredite, invés de “piorar” sua personagem vai ganhar muito mais carisma, porque ela vai ser uma pessoa muito melhor tendo defeitos. hahahaha. É antagônico, mas é verdade.

Outra dica boa é: nunca conte tudo da sua personagem logo no começo. Deixe o leitor ir descobrindo sua personagem aos poucos, página a página, capítulo a capítulo. É muito mais legal e atraente quando notamos que não sabemos tudo a respeito de uma pessoa.

Alguns autores têm horror a conhecer tudo sobre sua personagem, vão criando na hora, é um processo bastante legítimo e particular. Um grande roteirista e também escritor que lança mão dessa forma de criar é o Guillermo Arriaga, que escreveu roteiros brilhantes como “Amores Brutos” e “21 gramas”, por exemplo.

Para escrever dessa forma é preciso ser brilhante e talentoso, como eu ainda estou em processo de “iluminação”, prefiro o apoio das minhas biografias de personagens, elas são muito úteis quando você tiver momentos de interatividade com as personagens, quando elas sentarem para um café, quando trombarem num elevador, quando um tiver que convencer o outro a cruzar mares e montanhas atrás de um artefato mágico para salvar o mundo.