Vampiros, facas, sublime e teclando com sangue na ponta dos dedos.

Apaixanado pelo Terror.

Uns dizem que o que separa o Terror do Horror, são, a grosso modo, essas letra “T” e esse “H”. O T vem do fantástico, das criaturas inventadas, e o H, vem daquela mal proporcionaod pelo próprio, causado pelo homem que se sente capaz de acabar com outro, muitas vezes, por prazer.  Terror são as assombrações, os lobisomens, as mariposas gigantes que engolem cabeças de caminhantes desavisados, dragões que mergulham das nuvens e destroem vilas inteiras com um suspiro de fogo ou gelo. O horror dá mais medo. Da mais medo porque é uma pessoa pegando uma faca na cozinha e subindo um lance de escadas e nos damos conta aquela lâmina foi afundada na garganta de seu irmão mais velho. 

Eu sou um apaixonado pelo Terror. Apaixonado por inventar histórias de seres que extrapolam a nossa camada humana e se tornam algo superior ou inferior. Existe ai o sublime, qu é a casa das criaturas encantadas.

Todo esse preâmbulo foi para  desculpar essa minha longa ausência aqui, participando, comentando e conversando ativamente com vocês porque essa minha cabeça, apesar de grande, é uma só e dela sou escravo e a ela submisso quando fico lendo mais e fico inventando cada vez mais mundos para vocês. 

A vez é da “As crônicas do fim do mundo 2” que sairá em muito breve pela editora Leya.  Estou inebriado com os personagens e estou refinando suas missões para estar seguro que entregarei a vocês uma experiência surreal e um abraço das trevas, daquele jeito que eu sempre trago nos meus livros. Memento Morri, meu bom amigo, sempre ao meu lado, dando um tapinha com sua mão fina no meu ombro e dizendo: É, não deixa esse povo esquecer.

Logo logo volto com mais comentários de “As crônicas do fim do mundo” e todo o terror e toda a força de viajar na mente das pessoas que viveram essa mimética forçada de um mundo que se acaba e que entrega como possibilidade a coixistência com os vampiros.

Fora tudo isso….  eu invisto minhas manhãs para escrever literatura. É quando minha alma e meus poucos rituais de escritor e da minha porção artista se manifestam. A casa está quieta. Apenas os bichos adando pelos cômodos e pelo quintal. Eu em silêncio e minha mente mais amiga, pensando poucuo no mundo lá fora, depois dos portões e conivente comigo em estar aqui. Criando para vocês enquanto ligo a mangueira e água as plantas, os pimentões a hortinha. E depois sento em minha sala e escrevo.

Acontece que depois do almoço minha mente viaja, gira uma chave, que vai para a dramaturgia. São artes primas de segundo grau, em lá o meso sangue, mas se odeiam. Ambas atreladas as palavras e a recriar experiências para vocês que são apaixonados também por histórias, mas tessa manina de primas, que antes de sair querem se empetecar e uma quer ser mais bonita e mais atraente que a outra (uma tremenda besteira, elas são tão gatas, cada uma a seu jeito!). 
Mas namorar a dramaturgia é só para os fortes. É outra vibe. Éoutro idioma. Tem um pouco de BDSM. Você tecla com   agulhas nas pontas dos dedos e drena tudo o que você sabe que é sua mente. E é uma delícia ser surrado desse jeito.

 

 

 

Esperem, meus amores. Vai ter audiovisual do André Vianco, sim. Já está em andamento. Já está acontecendo e logo, graças às energias do universo,  teremos nossos vampiros e esse meu mundo que procura entender o que é esse nossa experiência de existir.

Você pode não acreditar em vampiros. Pode não acreditar em fantasma. Pode não acreditar em fadas. Mas não dúvide do quanto amo escrever cada linha para você.

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