Personagens arrebatadores.

Uma de minhas personagens mais queridas pelos leitores, cheia de qualidades e defeitos.

Sempre me perguntam como criar um personagem carismático para a literatura. Sempre respondo que quando o assunto é contar histórias não existe receita pronta. Todo assunto pode virar uma grande aventura e um dos alicerces de uma boa trama são as personagens que habitam os conflitos que vamos propor aos nossos leitores.
Criar personagem cativante é fugir do comum. Em histórias de fantasia, principalmente, vejo muito a repetição de esterótipos entediantes, como nas histórias de vampiros, a maioria dos autores iniciantes optam por colocar aquelas criaturas noturnas em formas megasensuais, mulheres impecáveis, lindas e peitudas ou homens que mulher alguma resistiria a uma encarada de três segundos, sem sentir um frio na barriga sem se preocupar com estofo das marionetes que vamos animar.
Outros caminham por trilhas repetidas nas histórias de fantasia onde o protagonista é uma criança ou adolescente orfão. Sempre vem como primeira opção contar a história de um pobre órfão abandonado e tiranizado pelo qual os leitores sentirão uma simpatia enorme, probrezinho dele. Se o livro começa assim eu já abandono. Por que? Já contaram essa história uma porção de vezes, e, como já disse, por não existir receita, você pode até repetir esse modelo e ter êxito se o fizer com certa competência e criatividade. Pois reside nesse item, a criatividade, o calcanhar de aquiles dos autores brasileiros de fantasia. Muitos e muitos livros que chegam para mim com pedido para análise não me dão a chance de passar da primeira página ou porque são chatos demais, mal escritos ou, o que acontece na maioria das vezes, arremedos de sucessos de bilheteria no cinema ou bestsellers norte-americanos, com maneirismos norte-americanos, com cenários estrangeiros sem que realmente seja necessário que a história seja contada em outro lugar. Muitas garotas, escritoras promissoras, mandam textos sobre as aventuras de suas personagens femininas que estão aflitíssimas como o que vai acontecer no baile de formatura, só faltam escrever “high school prom” invés de baile de formatura e suas personagens, logo depois do encerramento do ano letivo partirem para as férias de verão em julho… e são vários casos. Usando a imaginação e trazendo a brasilidade para a coisa, temos aqui o famoso “baile de debutante”, o aniversário de 15 anos, que pode perfeitamente ser palco para muitos conflitos adolescentes sem fazer parecer um copião de enlatados norte-americanos.
Um bocado de gente deve me achar um tanto ufanista por brigar tanto para a produção de literatura de fantasia com cara brasuca, nem ligo. Só acho e repito que o Brasil é vasto e riquíssimo em cultura, lendas, folclore e maneirismos que deveriam ser mais explorados. Entendo perfeitamente quão sedutor é aos novatos a criação de personagens e cenários americanões, afinal de contas é por esse tipo de literatura, cinema, seriados e games que somos bombardeados todos os dias, e é por onde, muitas vezes, começamos nossa vida leitor ou cinéfilo.
Eu mesmo em meu primeiro romance não resisti a tentação e tenho lá minha parcela de “vergonha alheia”, hahahaha, no caso “vergonha de mim mesmo” em meu “O Senhor da Chuva”, é só ler os primeiros capítulos para conferir que está tudo ali, o resultado dos filmes de fantasia e terror que assisti, dos livros que li e hqs que devorei. Cenas em becos, nomes estrangeiros em excesso, celeiros a lá Kansas, trechos em milharal, tudo parte de uma massa encravada na minha mente. Então se esse texto aqui está te atingindo, relaxe. Esse texto é um convite a pensar mais, a se desafiar mais antes de começar a escrever e criar personagens e cenários. O barato de escrever sempre é observar e evoluir. Você escreveu um livro inteirinho com uma criatura destruindo Manhattan pela enésima vez? Não jogue fora! É parte do seu exercício para ir melhorando, ir em frente. No exemplo que citei de “O Senhor da Chuva”, onde meu livro parece um filmão norte-americano dublado em português, não enxerguei aquilo no momento em que escrevia. Eu só era movido pelo desejo de contar, de escrever aquela história maluca que eu tinha inventado. Já, quando terminei “O Senhor da Chuva”, com o surgimento de um personagem vampiro no meio da história, sabia que meu próximo livro seria sobre aquelas criaturas, eu queria escrever um livro de vampiros! Então surgiu “Os sete”. Da decisão de escrever um livro com vampiros até começar a elaborar o roteiro da história só existiu o hiato criado pelo tempo para encontrar a história certa, uma história dominada por um mito que todo mundo já conhecia e já tinha escrito sobre, mas contada de outro jeito, trazendo algo de original. Dai veio a caravela portuguesa e os poderes insanos conferido a cada um dos malditos do Rio Douro. De uma forma inconsciente eu já queria que a coisa toda tivesse a nossa cara, então em “Os sete” encontramos personagens com boné da cachaça 51 na cabeça, ruas de nossas capitais e periferias e menos estrangeirismos. Se você realmente se converter num escritor(a), verá que a cada livro acabado você melhora um pouco.

Dimitri (Ralph Maizza) e Tobia (Celso Melesz) no set de filmagens do “O turno da noite”. Dupla adorada pelos leitores de “Sétimo” e “O turno da noite”.

Voltando ao assunto da criação de personagens, essa opinião não é unânime, mas eu adoro criar uma ficha, uma biografia da personagem (pelo menos das principais e das que mais articularam com os protagonistas). Pegue algum tempo (vai ser um bom tempo dependendo do nível de profundidade exigido) para prospectar sua personagem, descobrir onde ela nasceu, quando, quem era seus pais e seus avós, seus irmãos, quem eram seus amigos mais chegados, o que ela mais quer da vida, o que ela está fazendo agora, onde estudou, quem eram seus amigos e amigas no tempo de escola, objetivo profissional. Tem que pensar nas qualidades que sua personagem tem e, por mais que você a ame, na vida real ninguém é perfeito, então trate de arrumar uns bons “defeitos” para sua personagem, existem muitos e, acredite, invés de “piorar” sua personagem vai ganhar muito mais carisma, porque ela vai ser uma pessoa muito melhor tendo defeitos. hahahaha. É antagônico, mas é verdade.

Outra dica boa é: nunca conte tudo da sua personagem logo no começo. Deixe o leitor ir descobrindo sua personagem aos poucos, página a página, capítulo a capítulo. É muito mais legal e atraente quando notamos que não sabemos tudo a respeito de uma pessoa.

Alguns autores têm horror a conhecer tudo sobre sua personagem, vão criando na hora, é um processo bastante legítimo e particular. Um grande roteirista e também escritor que lança mão dessa forma de criar é o Guillermo Arriaga, que escreveu roteiros brilhantes como “Amores Brutos” e “21 gramas”, por exemplo.

Para escrever dessa forma é preciso ser brilhante e talentoso, como eu ainda estou em processo de “iluminação”, prefiro o apoio das minhas biografias de personagens, elas são muito úteis quando você tiver momentos de interatividade com as personagens, quando elas sentarem para um café, quando trombarem num elevador, quando um tiver que convencer o outro a cruzar mares e montanhas atrás de um artefato mágico para salvar o mundo.

27 Respostas to “Personagens arrebatadores.”

  1. Junior Martins Says:

    Muito boa essa matéria, Vianco. Eu, ao começar meu livro, me deparando com dificuldades de ambientação decidi criar meu próprio universo, com minhas próprias raças e criaturas. É um processo difícil e complexo, mas vale a pena cada momento empreendido.

  2. Vivian Ferreira Says:

    Ótimo incentivo pra quem, como eu, está começando e precisa acreditar nas próprias intuições. Valeu.

  3. Clarice França Says:

    Eu adoro quando você dá essas dicas de escrita, me ajudam muito, até porque eu adoro o jeito que você monta as personagens. É bom ler essas coisas de vez em quando, principalmente na época que você fica “chega não quero mais escrever, não é pra mim”. No final das contas o segredo é continuar tentando.

  4. André, eu sinceramente ADOREI tanto a saga dos sete, quanto a do bento Lucas, que virou meu herói pessoal… Mas em algum ponto do caminho seus livros perderam o que eu mais gosto neles.
    Minha humilde opinião como fã é que os americanos fazem uma coisa que faz falta no Brasil… lá até um vendedor de tvs vira um herói na ficção… um velho policial careca vira um personagem épico em qualquer filminho B… é disso que eu sinto falta nos seus livros, dessa sensação de que é algo épico, de que seja o mundo, ou só São Paulo nunca mais vão ser as mesma, ou caras como eu e você mudando o mundo, pedra por pedra… eu sei que todo mundo gosta de dar pitacos, mas se eu puder sugerir uma coisa eu diria, volte a fazer historias como O bento, aquilo sim enfeitiça qualquer leitor.
    Sou seu fã cara, sério… eu só estou tentando ser construtivo, espero que você pelo menos leia e considere as coisas que eu disse…

    • Bem, se te agrada saber, A noite maldita é justamente do mundo de Bento… Falando em épico, bem, leia o livro. hehehe.

      • eu fico realmente feliz… eu até li o primeiro capitulo online, mas eu moro em um lugar um tanto quanto… ermo, então eu vou ter que esperar um bom tempo até ele estar disponível para compra por aqui… e acredite, eu sou quase que sócio da livraria local… mas estou sim, MUITO ANSIOSO pelo livro.

  5. Não li muitos todos os seus livros, li 3 na verdade, mas simpatizo demais com o seu trabalho, gosto do modo que escreve, e não foi diferente nessa matéria. Me identifiquei em diversos trechos, pois retrataram alguns dificuldades, ou melhor, dilemas que encontrei no processo de criação. Estou começando minha caminhada como escritor, na mesma Novo Século na qual você é autor, e pode ter certeza que as dicas foram muito boas. Obrigado!

  6. André, essas foram ótimas dicas para os iniciantes, como eu, hehehe! Na verdade gostava mais de HQs, mas quando comecei a estudar como se constrói uma estória, personagens e etc., percebi meu gosto pela escrita. E verdade, nossas influências nos enlatados americanos são grandes. Mesmo quando não queremos pensar neles, não deixam a cabeça. Quando descobri seus livros virei fã, eles trazem aquilo que procurava, aventuras e fantasias em terras tupiniquins. Ainda estou lendo o primeiro, mas já assisti ao seu projeto para tv “Turno da Noite”, e sinceramente, continue, tem tudo para revolucionar a tv brasuca.
    Até mais.

  7. Marco Says:

    André, essas foram ótimas dicas para os iniciantes, como eu, hehehe! Na verdade gostava mais de HQs, mas quando comecei a estudar como se constrói uma estória, personagens e etc., percebi meu gosto pela escrita. E verdade, nossas influências nos enlatados americanos são grandes. Mesmo quando não queremos pensar neles, não deixam a cabeça. Quando descobri seus livros virei fã, eles trazem aquilo que procurava, aventuras e fantasias em terras tupiniquins. Ainda estou lendo o primeiro, mas já assisti ao seu projeto para tv “Turno da Noite”, e sinceramente, continue, tem tudo para revolucionar a tv brasuca.
    Até mais.

  8. Tudo o que você falou no primeiro paragrafo é a pura verdade. Eu tenho dezessete anos, estou escrevendo o ultimo capitulo do meu primeiro livro e acho que vai ser uma coisa diferente, pois a maioria dos adolescentes hoje só querem ler livros de vampiros se tiver um romance e essa coisas toscas que TVD e crepusculo têm. Acho que muitos escritores brasileiros usam o estilo americano para chamar a atenção dos jovens que hoje são mais interessados em livros americanos do que brasileiros, o que eu acho muito errado, é como se eles desvalorizassem a sua cultura.Vianco espero que você leia este comentario e me adicione no twitter, preciso falar com você. Do seu fã Airton.

  9. Marcia MMR Says:

    Muito bom ler seus concelhos é muito dificil quando ao tentar contar uma história ficamos bloqueados com certos detalhes.
    Aguardando ansiosa pela “Noite Maldita”. Felicidades.

  10. Vi hoje que o Biblioteca Nacional em Brasil esta oferecendo bolsas/concessões pela tradução de livros brasileiros, pois, ja faz tempo que eu estava pensando em traduzir Os Sete (seu primeiro livro que li), mas antes solicitar a concessão, pensei que seria bom contatar com você. Sou americano/estadounidense e tradutor profissional (veja baldwinlinguas.com).

  11. Carlos Andrade Says:

    Interessante o comentário sobre as personagens com características americanas. Há muito de X-Mem em Os Sete. E já que a questão é deixar o produto brasileiro em destaque, por que em determinada passagem do livro uma personagem tem que lembrar de uma música cuja banda de rock é americana? Ou do desenho do Pica-Pau? Não seria melhor lembrar dos Titãs, por exemplo e da Turma da Mônica?
    Por que o Dimitri usa óculos escuros no filme (em pleno local escuro… (???) e usa aquela roupa típica de caçador de vampiro de filme americano? Por que a moça aí em cima usa roupa de couro é gostosona e com os peitões a mostra???

    • Porque, como disse no próprio post, muito disso se dá no início, quando ainda estamos respirando toda essa influência estrangeira. Não prego que obra precise ser imaculada, em dias de hoje é quase impossível. Repetir o cotidiano, repetir a sociedade em que vivemos teremos lá McDonald´s, teremos lá gente com American Express, teremos moda e neologismos aplicados ao discurso do cidadão comum. Não acho os sete X-men. Eles são vampiros e repetem feitos de Drácula muito bem expostos no romance de Stoker, onde Drácula controla o clima, se transmuta e névoa e em lobo e insetos e ratos. Na real, os X-men é que são muito Drácula pro meu gosto. O que falo e aconselho é evitarmos o exagero. Pica-pau fez parte da infância de 95% das crianças da minha geração, Ramones (em Bento e O senhor da chuva) é uma banda mundial, o que critico é essa coisa de emular o lifestyle norte-americano, vendo repetido, de verdade, essa situações do baile de formatura estadunidense. Temos também nossos bailes de formatura, bailes de debutantes. Quando se copia fielmente o estilo de vida de outro país, melhor criar a história toda lá, é mais simpático até. Em nenhum momento me coloco acima desses erros, me divirto vendo como tudo começou e os grandes erros que já cometi em minha literatura. A cada livro novo escrito fico feliz em perceber um amadurecimento e evolução no ofício de escrever, se você também escreve, sabe do que eu estou falando.

      • Carlos Andrade Says:

        Não foi uma crítica quando afirmei que Os Sete tem muito de X-Mem. O que quero dizer com isso é que mesmo X-Mem já faz parte de nossa cultura também, como o Pica-pau nos desenhos e Ramones na música.
        Vencer certos esteriótipos é difícil. Vampirella fez parte da imaginação de muitos leitores de terror, qualquer um iria querer encontrar com uma vampira daquelas. Certas coisas fazem e sempre farão parte da literatura de qualquer país porque já está no inconsciente coletivo, já está no apelo para determinado personagem.
        X-Mem tem algo de Drácula? Claro que tem. Como Hulk tem de O Médico e o Monstro. Como as lutas com espada em Bento lembra os samurais ou mesmo Highlander. Todo autor é influenciado de uma forma ou de outra pelo mundo em que ele viveu e leu, pelo mundo em que ele vive e lê. A cultura atual é mais globalizada do que nunca, dificilmente iremos escapar de elementos culturais de outros países. A questão do autor nacional é a criação com qualidade literária, mesmo que os críticos não vejam qualidade na literatura de gênero. Para mim, Clive Barker fez uma releitura de O Negrinho do Pastoreio com seu conto O Proibido (do filme O Mistério de Candyman), no filme isso não está claro, mas fiquei com isso em mente quando terminei de ler o conto. E veja: O Negrinho do Pastoreio faz parte de nosso folclore (ele pode ter pesquisado nosso folclore? Não sei. Há também o fato que histórias e lendas as vezes se passam em culturas e países com formatos diferentes)
        Toda a questão é a história, se a história é boa sempre vai ter quem aprecie.

  12. Freddy Says:

    André,

    Falando em influência da cultura americana, tenho a dizer que a primeira coisa a que associei a capa de A Noite Maldita, com um policial a cavalo no meio de uma metrópole, foi ao The Walking Dead, na primeira temporada do seriado e no primeiro volume (compilação dos seis primeiros números), em que Rick Grimes vai para Atlanta, salvo engano, em busca dos seus. Levando-se em consideração que A Noite Maldita tratará do fim do mundo e que The Walking Dead é justamente isso, mas com zumbis, logo equiparei uma coisa a outra: ao invés do xerife, o policial militar do batalhão de choque, etc.
    Relutei muito em anotar essa minha (má?) impressão, fica parecendo aos olhos de terceiros que o anônimo está com invejinha do escritor, mas aproveitei o tema do post para assinalar isso.

    Até mais ver.

    • Olá, Freddy, não fique relutante em apontar essa observação, outros leitores e escritores também fizeram. Bem, acontece que o protagonista de As crônicas do fim do mundo é um sargento do Regimento de Cavalaria 9 de Julho, que vive a derrocada da cidade. Não existia capa mais apropriada. Ainda que haja essa comparação, eles devem parar por ai ainda que ambas histórias, como tantas e tantas e tantas outras, tratem do fim do mundo.

  13. Gostei das dicas que você, Vianco, dá em seu sítio. Sobre o respeito (entendo desta forma) que o autor tem por seu personagem ao pôr no papel a biografia do último. Também sou daqueles que preferem um cenário brasileiro do que estrangeiro; idem para nomes.
    Atualmente estou escrevendo meu segundo romance (embora ainda não tenha publicado o primeiro). Posso ver uma evolução em minha escrita, bem como na história que narro; um salto, aliás, bastante grande. Vejo também o quão melhor fiquei depois de (quase) 15 anos na labuta. E percebo que tenho muita história para narrar. (apenas um parênteses, sopesando as informações aqui contidas com os passos que tenho dado e minha produção literária)
    Vianco. Uma boa pôr em seu sítio estas dicas. É, por certo, um incentivo a novos escritores prestarem mais atenção em certos detalhes que, como brasileiros, nos tocam; temos qualidade literária para narrar algo cá no país mesmo.
    Abraços a ti
    & Sucesso

  14. Olá, Vianco

    Há aqui uma dúvida corroendo.
    Estou no meu segundo romance, próximo do final – falei logo ali em cima. Gostaria de saber de que forma poderei publicá-lo, quais os recursos (já que o primeiro também não foi). [embora eu já tenha publicado um livro com uma novela, estou à procura de uma editora grande que edite meus romances]
    Desculpe perguntar. Mas quais são os passos que eu não estou vendo? Ou as formas que não estou encontrando?
    Não acho vergonhoso perguntar, como muitos possam pensar.

    Meu caro
    Obrigado pela atenção
    Desejo novamente Sucesso a ti

    Abraços sinceros & respeitosos

    Leon Nunes, Escritor

    P.S.: venhas dar uma girata na Capital Nacional da Literatura, Passo Fundo RGS. Tenho certeza que serás muito bem-vindo. Fazer uma sessão de autógrafos repleta de pessoas admirando teu trabalho. Eu certamente estaria lá.

  15. Giulliano Salgarello Says:

    Esperamos a noite maldita hein??
    Quando vai lançar?

  16. Oi Vianco, obrigado pela atenção nos comentários, sou muito grato por você ter respondido a minha pergunta. Siga assim, ignorando quem te admira, pois você vai longe. Ao esquecimento no fundo do baú.

    Um abraço do seu fã,
    Airton.

  17. Gostei muito das dicas, não é a primeira vez que entro nesse blog e saio levando algum conhecimento/melhora dele. Sou escritor amador e depois de ler seus livros me toquei do quão ridículo era o fato da maior parte de meus contos se passarem num universo americanizado, mesmo que estes tomassem lugar nas cidade de nosso pais. Ainda assim um de meus trabalhos favoritos tem inicio nos estados unidos, mas eu já o planejei para começar assim e depois ir inserindo elementos de outras culturas, inclusive a nossa. Mas o meu primeiro trabalho “significativo” (na minha opinião) o qual eu tenho trabalhado a mais de 7 anos (bem antes de conhecer seus livros) se passa no Rio de Janeiro (minha cidade natal) e apesar de conter alguns elementos de outras culturas se prende na maior parte do tempo à cultura brasileira.
    Ainda não li o primeiro capitulo de “As crônicas do Fim do Mundo”, mas espero ansiosamente pelo lançamento do livro. Semana passada terminei de ler “O Caso Laura” e agora só me falta “O Caminho do Poço das Lágrimas” para poder dizer que já li todos os seus livros. Adoro todos os seus livros, mas especialmente “Bento” e “Os Sete”. Obrigado pelas dicas e pelos livros, eles com certeza me ajudam em muito a evoluir como escritor. Abraço

  18. Cleverton Says:

    Estou escrevendo minha primeira fantasia, conterá vampiros com certeza, :] porém digo que quanto mais influência melhor, afinal, nós escritores desejamos não somente o sucesso financeiro, que é ótimo com certeza, mas o reconhecimento por parte do público, seja ele brasileiro ou não. Eu me fascino e me inspiro lendo Stephen King , como André Vianco, pessoas de genialidade literária amplamente reconhecida.
    No final a massala de influências acaba por gerar um sabor novo e diferente, mas ao mesmo tempo não completamente estranho aqueles a quem os livros divertem

  19. Luiz Felipe Barreto Musiello Says:

    De todas as frases, obrigado por esta:

    “Só acho e repito que o Brasil é vasto e riquíssimo em cultura, lendas, folclore e maneirismos que deveriam ser mais explorados.”

    Depois de ouvir tanto coisas como “Não escreva sobre o Brasil” ou “Fique longe do Folclore que ninguém gosta disso”, você me diz justamente o oposto.

    Valeu mesmo cara. Um abraço.

  20. Rosaline Barreto Otero Says:

    Oi Vianco
    Gosto muito dos seus livros e principalmente dos personagens de Os sete, em especial Inverno e seus irmãos. Peço desculpas pelo que vou dizer mas eles são fantásticos demais para terem morrido logo no primneiro livro, preferia que vc tivesse dado a ententer que eles foram impedidos, mas não destruidos. Já li todos os seus livros menos o ultimo e busquei encontrar “os vampiros douro” porém estão esgotados. A verdade é que você nos levou a simpatizar com esses personagens apesar de toda a crueldade deles, você os “humanizou” de tal forma, em especial Inverno e Acordador, que sinto vontade de vê-los aparecer novamente, mas isso não vai acontecer porque você os matou bem matado. Mesmo assim obrigada por tê-los conhecido, espero reencontra-los no cinema. Um abraço

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