Final de Semana com Bienal, Dia dos Pais e coisas para pensar.

Posted in eventos, literatura brasileira on 08/07/2018 by André Vianco

Olá, leitores!

 

 

Boas novidades!

 

Estarei na Bienal do Livro nos dias 11 e 12 de agosto.

 

 

Fui convidado pela Amazon KDP para mediar uma mesa com autores independentes. Uma das minhas paixões é ensinar aos novos escritores como conquistar o coração e a mente dos leitores e para mim será um prazer me juntar a esses talentos.

 

O evento da Amazon será no sábado, dia 11, e começará às 14hs. O painel promovido pela Kindle Direct Publishing tem o nome de “Criando seu próprio mundo: escrita e publicação de fantasia”. Então, se além de meu leitor, você gosta de escrever fantasia e tem vontade de entender mais sobre a plataforma KDP da Amazon e como ter êxito publicando no meio de seus algoritmos e listas, vem conversar com a gente.

 

Já no domingo, dias dos pais, estarei às 13h30, na Arena Cultural (agora como convidado!) conversando sobre a arte de escrever Terror e Fantasia no Brasil.

É claro que estarei muito bem acompanhado pelos queridos autores Felipe Castilho e Leonel Caldela e pela bem-vinda (e debutante no palco da Bienal de SP!) a escritora Day Fernandes, vindo direto de Brasília, para compartilhar conosco o que ela tem criado.

A mesa será mediada pelo legendário Daniel Lameira, que além de um profissional impressionante com quem já tive o prazer de trabalhar é a gentileza e sagacidade em pessoa e, de quebra, um grande amigo.

 

Olha, eu sei que é dia dos pais e tudo mais, e é por isso mesmo que ficarei particularmente ofendidíssimo se você não for, afinal de contas, meus leitores e leitoras são meus filhotes também! Pensa num presente para esse papai dos vampiros de Osasco?!!!

Venham para esse encontro com direito a fotos e autógrafos logo após o evento.

Compromisso marcado, te espero lá!

Mais detalhes aqui no link da Bienal do Livro de São Paulo: http://www.bienaldolivrosp.com.br/…/6…/Literatura-fantastica

 

Beijo para quem é de beijo, abraço para quem é de abraço e nos vemos lá, na Bienal de SP.

 

André

Hey, Astronauta!

Posted in a vida como ela é, coisas on 07/24/2018 by André Vianco

 

Hey, Astronauta!

 

 

 

Ei, astronauta, liga o rádio ai um tiquinho. Eu tou do outro lado da nave e quero fazer uma transmissão.

A nave está perdida, mas está tudo bem. Uma coisa que aprendemos primeiro no treinamento específico para cruzar as estrelas e testemunhar a grandeza do Cosmo é que assim que ligamos os motores e partimos do espaço-deck, a nave já sai perdida. Em nosso mundo de jargões de comandos e de decisões que implicam em cálculos de velocidade e distância, em minimizar perdas, não computamos mais as toneladas de aço e ligas metálicas extraídas das entranhas da nossa Terra-Mãe. Aquilo vira outra coisa. A coisa que vai para Andrômeda

Um brinde à você astronauta.

Toneladas.

Andrômeda está vindo mesmo, vindo quente, falaram em 230 mil quilômetros por hora, astronauta… a gente move a essa velocidade também dentro dos limites da Via de Leite. Então, a qual velocidade a nave se move agora? Eu faltei nesse dia do treinamento.

A nave está perdida, mas, astronauta, sorria, queixo erguido, essa nave nunca foi nossa de verdade. Temos nossos trajes pesados e grossos e os capacetes que, quando precisamos, travamos e encalacramos dentro dessa coisa vistosa e reluzente tudo o que é necessário para continuarmos respirando. As vezes, astronauta, lembra do treinamento, só precisamos respirar. Pode estar difícil, mas respirar não é só tecido e nervos, capilares receptores e transformação de moléculas… respirar é preciso.

Ontem captei ruídos vindo de Andrômeda. Eram vozes diferentes. Vozes estranhas. Elas falavam de você astronauta. Falavam coisas que eu não queria ouvir. Levantamos nossos copos lá no deck do bar. Cheers! Cheers up! Ainda que seja egoísta, quando estamos escondidos no deck do bar, no cantinho escuro da nave, com nossos rádios ligados, captando risadas e aglomerados de estrelas que nos enviam sinais de bonança… estamos meio que rancorosos porque os astronautas querem ir embora. Somos crianças às vezes. E não vou pedir desculpas por isso, astronauta, lamento, mas não quero virar essa coisa para mim e nem para o seu engenheiro, o papo não é sobre a gente, mas só sobre nosso desejo de que você fique em paz e saiba que os botões estão verdes, a nave segue firme. Vai balançar no cinturão de asteroides, mas os diabos dos arcaicos, porém eficientes, giroscópios estão ai para que? Eles vã fazer o trabalho deles.

Levanta a cabeça. Todos os botõezinhos aqui estão no verde e você treinou uma equipe maravilhosa capitão. Eles farão o seu melhor, mas eu não duvido, nem por um segundo, que quando o primeiro alarme tocar, capitão, seu pequeno e treinado astronauta engenheiro número 2 da sua equipe saberá o que fazer.

Astronauta, falamos lá dos nomes que gravam no patch em nossos peitos, e rimos muito de tudo isso porque Andrômeda está vindo e esses nicknames tolos, esses avatares de quem somos ou queremos ser, gravados fundo em nossos uniformes são tão bestas, não é? Olha a distância. Vai demorar ainda. Andrômeda está longe, longe, mas é inexorável. Ela chegará e pronto. E não se preocupe com o choque de átomos. Os átomos se chocam o tempo todo, astronauta. Eu não faltei a essa aula. Astronauta, faz o seguinte… O nome que gravaram no patch do seu uniforme está com uma letra invertida. Não pense nisso. Feche o capacete, desligue os receptores de voz sintética. Apenas as vozes da sua equipe chegarão ai dentro se você quiser, nesse casulo do bem que vai lançar oxigênio ao seu redor. Tá, você vai ficar isolado e com frio, vai lembrar do dia em que você nasceu e também do dia que lhe disseram sobre Andrômeda e quando puseram a porra toda dessa nave, rangendo, sem a gente entender direito como segurava o manche, tocando a zilhão pelo tecido negro do espaço sideral, a milhão. A gente nunca presta atenção na primeira aula de Andrômeda e isso não é uma bronca, astronauta. Você já se fechou no seu módulo de brilho, imponência e suporte de vida. Se quiser saltar no escuro e experimentar como é estar lá do lado de fora da nave, ok. Você é o chefe aqui.

Conversa comigo, astronauta. Quando eu visitei sua cabine pela primeira vez eu tinha o quê? Seis anos, e ainda não eram sete. E falamos sobre palavras e eu ainda não sabia dizer sobre o que eu gostava, mas eu gostava de falar e, de alguma forma esquisita, quando falamos as palavras se enfileiram numa cadeia e deixam nossa boca batendo em moléculas e, elas já têm significado dentro de nós, as jogam ao mundo uma mensagem, a merda é que essa mensagem vibrante que rasga a distância e atinge os tímpanos deveriam atingir a pele primeiro… e eu falei que a nave devia pesar muitas “torneladas”. Você riu muito aquele dia, astronauta, até chorar. Você e o seu engenheiro, membro número dois da equipe porque eu sempre contei os co-pilotos como número 1. Vocês riram de mim porque eu disse “tornelada” e então fizeram a coisa mais sublime que existe na vida de um astronauta que também está dentro da nave que vai para Andrômeda. Você me ensinou uma nova palavra e que “tornelada” era tonelada e quando enxugou as lágrimas dos olhos, parou grave, em frente a mim, com seu uniforme reluzente, cheio de leds acesos e fios e canos e se ajoelhou bem ali na minha frente mesmo, tocando o chão de cacos de azulejo da nave e botou a mão no meu ombro e explicou, seríssimo, o que tonelada significava. Além do tonel, que eu nunca ia entender naquele momento, tinha também a coisa de não existir R no meio, a capacidade que dava para um comandante determinar como o motor ia se comportar com a movimentação de tanta massa, e chegamos pela primeira vez às dracmas (que me fascinam até hoje, astronauta). Nem você e nem eu sabíamos que ia me alimentar de palavras por um longo tempo e que, algumas vezes (olha, isso não é uma queixa não, os astronautas tem um montão de coisas para fazer) tudo o que eu tinha para estofar meu uniforme em noites de treinamento e incerteza eram novas palavras que recebia quando abria as antenas do meu radar.

 Você é um astronauta incrível. Foda-se Andrômeda. Eu nunca ligo para a velocidade de Andrômeda, mas hoje eu fiquei com raiva, a canjica estava ótima, os nomes faltaram letras nos trajes espaciais. No treinamento ensinam muito como a raiva é uma coisa que se esparrama e que não podemos trazê-la para dentro da nave. My bad.

Hey, Astrounata. Você é incrível e sua jornada até aqui tem sido muito boa.

Tears. Tears up!

Te amo meu amigo. Liga a porra do oxigênio e respira e olha para a sua equipe e explica parar eles o que é o caralho de uma tonelada nas costas.

Nos vemos em Andrômeda. Fim da transmissão.

Nem Santa Rita da Cassia irá protegê-los na próxima quinta, em Paraty!

Posted in literatura nacional on 07/21/2018 by André Vianco

Gente!

 

Achei meu lugar na Flip. Teremos lá uma casa bem sangrenta, da nossa querida Santa Rita da Cassia.

 

O tema central da minha noite será o Terror na Flip, quinta-feira, dia 26 de julho de 2018, começando às 18h30. Só que o Terror vai rodar até tarde por lá. Tem uma tag imensa na entrada do evento dizendo que é proibido para menores de 18, ou seja, é 18+, conteúdo impróprio, quem avisa, amigo é.

 

 

Ele está aqui esperando por você.

 

Na mesa em que participo, Terror na Flip, estarei muitíssimo bem acompanhado dos parceiros e guerreiros desse mundo das sombras, Raphael Montes, o diretor Marcos deBrito e o também escritor e diretor Alessandro Thomé e a lenda da provocação do mundo literário Delfin.

Não vejo a hora de botar pra arrepiar ao lado dessas feras.

Venham para a FLIP, Paraty é sempre uma delícia, e conversar sobre a arte e o fazer da literatura de terror e horror vai ser um arrepiante!

 

Endereço: Rua Doutor Pereira 396, Paraty-RJ.

Vampiros, facas, sublime e teclando com sangue na ponta dos dedos.

Posted in novidades! on 06/10/2018 by André Vianco

Apaixanado pelo Terror.

Uns dizem que o que separa o Terror do Horror, são, a grosso modo, essas letra “T” e esse “H”. O T vem do fantástico, das criaturas inventadas, e o H, vem daquela mal proporcionaod pelo próprio, causado pelo homem que se sente capaz de acabar com outro, muitas vezes, por prazer.  Terror são as assombrações, os lobisomens, as mariposas gigantes que engolem cabeças de caminhantes desavisados, dragões que mergulham das nuvens e destroem vilas inteiras com um suspiro de fogo ou gelo. O horror dá mais medo. Da mais medo porque é uma pessoa pegando uma faca na cozinha e subindo um lance de escadas e nos damos conta aquela lâmina foi afundada na garganta de seu irmão mais velho. 

Eu sou um apaixonado pelo Terror. Apaixonado por inventar histórias de seres que extrapolam a nossa camada humana e se tornam algo superior ou inferior. Existe ai o sublime, qu é a casa das criaturas encantadas.

Todo esse preâmbulo foi para  desculpar essa minha longa ausência aqui, participando, comentando e conversando ativamente com vocês porque essa minha cabeça, apesar de grande, é uma só e dela sou escravo e a ela submisso quando fico lendo mais e fico inventando cada vez mais mundos para vocês. 

A vez é da “As crônicas do fim do mundo 2” que sairá em muito breve pela editora Leya.  Estou inebriado com os personagens e estou refinando suas missões para estar seguro que entregarei a vocês uma experiência surreal e um abraço das trevas, daquele jeito que eu sempre trago nos meus livros. Memento Morri, meu bom amigo, sempre ao meu lado, dando um tapinha com sua mão fina no meu ombro e dizendo: É, não deixa esse povo esquecer.

Logo logo volto com mais comentários de “As crônicas do fim do mundo” e todo o terror e toda a força de viajar na mente das pessoas que viveram essa mimética forçada de um mundo que se acaba e que entrega como possibilidade a coixistência com os vampiros.

Fora tudo isso….  eu invisto minhas manhãs para escrever literatura. É quando minha alma e meus poucos rituais de escritor e da minha porção artista se manifestam. A casa está quieta. Apenas os bichos adando pelos cômodos e pelo quintal. Eu em silêncio e minha mente mais amiga, pensando poucuo no mundo lá fora, depois dos portões e conivente comigo em estar aqui. Criando para vocês enquanto ligo a mangueira e água as plantas, os pimentões a hortinha. E depois sento em minha sala e escrevo.

Acontece que depois do almoço minha mente viaja, gira uma chave, que vai para a dramaturgia. São artes primas de segundo grau, em lá o meso sangue, mas se odeiam. Ambas atreladas as palavras e a recriar experiências para vocês que são apaixonados também por histórias, mas tessa manina de primas, que antes de sair querem se empetecar e uma quer ser mais bonita e mais atraente que a outra (uma tremenda besteira, elas são tão gatas, cada uma a seu jeito!). 
Mas namorar a dramaturgia é só para os fortes. É outra vibe. Éoutro idioma. Tem um pouco de BDSM. Você tecla com   agulhas nas pontas dos dedos e drena tudo o que você sabe que é sua mente. E é uma delícia ser surrado desse jeito.

 

 

 

Esperem, meus amores. Vai ter audiovisual do André Vianco, sim. Já está em andamento. Já está acontecendo e logo, graças às energias do universo,  teremos nossos vampiros e esse meu mundo que procura entender o que é esse nossa experiência de existir.

Você pode não acreditar em vampiros. Pode não acreditar em fantasma. Pode não acreditar em fadas. Mas não dúvide do quanto amo escrever cada linha para você.

Darkside mandando muito bem mais uma vez.

Posted in novidades! on 05/27/2018 by André Vianco

A Darkside é uma das editoras mais sintonizadas com o novo leitor. Eles não entregam apenas livros, mas entregam verdadeiros presentes e uma experiência a ser vivida enquanto se lê a obra.

Prova disso é a fantástica edição de Amityville. Aquele tipo de história de fazer a gente se cagar de medo e que habita até hoje o imaginário de muitos da geração de 70.

Amityville vale cada centavo e o deleite de cada página “desenhada” para que esse livro viesse assombrar a todos nós.

 

 

Bright: Quando Dia de Treinamento encontra O 5º Elemento

Posted in audiovisual, Uncategorized on 12/24/2017 by André Vianco

A Internet é mestra em causar, e lá está Bright na berlinda, recebendo tomates podres voadores na testa ou sendo aclamado e ovacionando por outra banda.

Bright é mais uma aposta espetacular e vencedora da Netflix que entrega ao mundo o que o mundo quer. Temos no filme dirigido por David Ayer (ainda que Esquadrão Suicida não seja uma boa lembrança para quem gosta mesmo de histórias bem contadas) que é muito envolvente.

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De largada temos coisas muito boas para se dar crédito como a criativa mistura de gêneros narrativos e a escolha de entrar “ongoing” num mundo rico em fantasia e com sua cosmogonia bem cuidada, percebemos nas camadas mais profundas que tem muita história para se contar e não me espantaria que o longa fosse só a plataforma de lançamento de uma longa série. É tanta informação nas entrelinhas que a gente fica tonto com as possibilidades, mas estamos presos ao roteiro de cento e dez páginas para um filme de uma hora e 15 minutos, onde cada linha conta e cada minuto de produção custa caro (orçado em US$ 90 milhões de dólares, cada minuto na tela custou então US$ 750.000 e cada segundo de arte exige US$ 12.500) os roteiristas tem que saber muito bem o que vão escrever (cada suspiro de orc pode custar uns US$ 9.000,00 fácil!). Dai, voltando ao crédito da largada para não perder o fio da meada, o roteirista Max Landis, já sai quente (ongoing, como disse), sem explicar muito de onde veio aquele mundo onde humanos, orcs, elfos, fadas, centauros e todo esse kit da fantasia europeia fornece aos trabalhadores de imaginar, nos colocando direto no banal da vida de Ward, um policial que, depois de cumprir uma licença por tomar um tiro no peito e sair vivo, volta ao trabalho ao lado seu parceiro indesejado, Jakob, um orc. Não “um” orc qualquer. É o primeiro orc policial, detestado por toda a corporação, exilado por seus semelhantes de raça, abaixo em todas as cadeias sociais dos humanos e fantásticos. Isso já dispara o discurso da obra (como Blomkamp faz com maestria em suas ficções maravilhosas como Chappie e Distrito 9) que é a discriminação das minorias mágicas em Bright. Os elfos, donos do dinheiro, dos cabelos lisos e de toda a fleuma no filme, são meio que os WASP enquanto “todo o resto” luta para defender o seu pão naquele mundo miscigenado com cores e diferenças que ganham relevo em cenários que seriam pitorescos se não fossem tão comuns no nosso dia a dia de “alternativos marginais do mundo”. Em cinco minutos já estamos inseridos nessa peça Noir, Fantástica, Kitchen Sink Drama e é uma DELÍCIA.

Há ali vapores poderosos de Dia de Treinamento, afinal de contas é a velha história de parceiro novo, parceiro velho e vivido, diferente de Denzel em Dia de Treinamento, O policial Ward, vivido por Will Smith é o contrário do caráter torto do primeiro. É justamente sua retidão, sua impossibilidade de andar fora do livro de regras que o coloca em maus lençóis quando atendem a um chamado que os colocam diante do evento incitante dessa jornada onde os dois amigos sairão transformados. A máxima proximidade se dá na cena do pai orc inciando o filho orc no mundo das gangues, mas não vou dar spoiler aqui, não sou desses.

Quando surge Chica, a elfa, é a chegada de Leeloo Dallas (multipassss!), o “perfect beeing” à obra. Existe muita visitação a tudo que conhecemos de bem feito no fantástico e no drama e veja bem, estou dizendo que existe visitação atávica, de nossa memória, não estou dizendo que são homenagens e muito menos cópia. Não me espantaria muito que o mundo do Big Data onde Netflix, HBO GO, Prime Vídeo nadam não entregasse um bilhete com uma série de lembretes para os produtores e roteiristas levarem em consideração antes de darem o azeite final no roteiro.

Bright, como o título em inglês sugere, é um filme que tem seus momentos brilhantes. Na minha humilde opinião o roteiro erra de forma poderosa em dois momentos, em dois pontos nevrálgicos, mas a fluidez narrativa não se compromete e, para quem está assistindo com um saco de pipoca na frente, com os olhos brilhantes e prendendo o fôlego esperando a “página virar” não vai estar nem ai para esses deslizes, sério.

Vale muito a pena assistir essa boa mistura de gêneros, como disse, é um NOIR FANTÁSTICO, com um drama bem urdido e é uma alegria ver a fantasia tão bem representada nas telas trazidas pela nosso, por hora, benfeitora Netflix.

Quando o nosso querido Brasil vai acordar para o Fantástico Jovem Adulto no audiovisual? Não sei. Só com uma varinha de condão para abrir a cabeça das produtoras que ainda estão fechadas, assustadas e quietinhas no seu cantinho esperando mais uma linha de crédito do governo para salvá-las.

Mais eventos!

Posted in eventos, Uncategorized on 12/04/2017 by André Vianco

Olá, leitores!

 

Fim de ano chegando e essa semana ainda tem mais dois eventos para nos encontrarmos.

Dia 8 estarei na ComiCon 2017, farei parte de um painel com o amigo Affonso Solano. Venham e não percam esse encontro épico para criar mundos fantásticos ao vivo.

 

Já no dia 9, no sábado, às 16 hs, estarei na livraria Saraiva de Campinas-SP, no Shopping Iguatemi. Será meu último evento do ano. Aproveitem, é pertinho de SP, Vinhedo e Judiaí.

Tragam seus livros e venham bater papo comigo.

 

 

 

Book Tour Penumbra 2017

Posted in eventos, literatura fantástica on 11/03/2017 by André Vianco

Queridos leitorxs! Seguem as datas e locais das próximas sessões de autógrafos para Penumbra.

 

04  de novembro – RIO DE JANEIRO – Livraria Saraiva do Shopping RioSul. – 16hs.

09 de novembro – CURITIBA – Livrarias Curitiba Shopping Palladium – 19 hs.

11 de novembro – SALVADOR – Livraria Saraiva Shopping da Bahia Iguatemi – 16 hs.

23 de novembro – OSASCO – Livraria Saraiva Super Shopping – 16 hs.

02 de dezembro – BRASÍLIA –  Livraria Saraiva Park Shopping – 16 hs.

09 de dezembro – CAMPINAS – Livraria Saraiva Shopping Iguatemi – 16hs.

 

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Pintando novidades eu aviso aqui. Venham pegar seus autógrafos, bater um papo com seu autor favorito e conhecer Penumbra. Esse livro está um encanto.

Penumbra…

Posted in eventos, literatura fantástica, novidades! on 10/17/2017 by André Vianco

Olá, queridos leitores e leitoras.

Olha, dia 31 de outubro estou lançando meu novo livro, Penumbra.
Pense numa data perfeita para se lançar um livro sombrio e cheio de fantasmas!
Não consigo nem colocar em palavras a minha ansiedade para ver esse livro chegando, cheio de significado e com uma história de amolecer os corações e arrepiar os cabelos, não necessariamente nesta ordem.
Fiquei encantando com o resultado que cheguei em Penumbra. Quero ver o que você, que gosta de ler, que acompanha minhas aventuras sombrias, vai achar dessa aventura vivida (vivida??? não sei se é isso!) por Lana e a entidade que recebe as crianças que passaram para o lado de lá, a enigmática babá Osso Duro.
Penumbra foi publicado pela editora Leya e a primeira noite de autógrafos será na livraria Saraiva do Shopping Eldorado, em SP, às 19hs no dia 31 de outubro.
No dia 4 de novembro, sábado, estarei no Rio de Janeiro, na Saravia do Shopping Riosul. O horário é a tarde, às 16 hs.
Dia 9 de novembro é a vez de Curitiba, nas Livrarias Curitibas, Shopping Palladium, 19hs.
Dia 02 de dezembro chego em Brasília para autografar Penumbra na Livraria Saraiva do Park Shopping, 16hs.
Tem mais uma sequência de cidades na fila, assim que os locais e datas forem confirmados, passo aqui para vocês que me acompanham.
Veja a capa do livro como está estonteante! Meus agradecimentos eternos a toda a equipe da Leya que se devotou para trazer essa nova aventura para todos vocês. Um abraço carinhoso para o querido amigo Affonso Solano e o parceiro Damiani pela capa assombrosa que conseguiram conceber.
capa_perspectiva
Beijo para que é de beijo e abraço para quem é de abraço.
André Vianco!

Penumbra está chegando!

Posted in Uncategorized on 10/14/2017 by André Vianco

Meu 17ª filhote, escrito de forma apaixonada para entrar na mente e no coração de vocês que seguem minha obra está chegando.

 

Estou deslumbrado com Penumbra. A história de Lana, uma menina que passou para o além e chegou a Penumbra, onde tudo tem que esquecer, fascina o leitor no primeiro instante.

 

” Era um bebê caído no gramado. Seu coração se comprimiu ao
encarar a neném pequenina deixada no chão. Lana olhou para todos os lados.
Não era possível! Tinha que ter uma mãe ali perto. Que não fosse a sua, mas
tinha que ter uma mãe. Quem deixaria uma nenenzinha jogada no chão? Lana
bufou contrariada. Estavam unidos agora. Mais uma criança perdida.
– Ela é tão magra! – murmurou Jorge, aproximando-se. – É tão pequena.
Deve estar faminta.
O vento sereno tinha virado ventania, contínua e fria. Apesar de não escutar
trovões após os relâmpagos, só podia estar mesmo vindo uma boa chuva.
– Temos que nos abrigar. Acho que tá escurecendo ainda mais.
– E a neném?
– Vamos levá-la.
– Mas e se a mãe dela não encontrá-la quando voltar?
Lana mordeu o lábio. A suspeita crescia, mas ela não queria contar para o
menino nem admitir. Não iria aceitar aquilo tão fácil, havia lutado muito para
continuar onde estava. Tinha se agarrado ao barbante, tinha fincado o pé no
chão. Não iria deixar sua mãe tão cedo. Iriam sair dali e se abrigar, porque a
chuva vinha, mas depois ela teria uma missão mais importante: voltar para casa.
Não ficaria naquele lugar. Queria voltar para casa. Estar ali não era certo. Ninguém
havia pedido sua permissão para separá-la da mãe. Tinha tantas coisas
para viver ainda. Tinha planejado uma porção de coisas. Conhecer o mar, o casamento,
a clínica veterinária onde cuidaria de dinossauros e unicórnios. “

o lançamento será dia 31 de outubro, halloween, na livraria Saraiva do Shopping Eldorado. 19hs.

Rio de Janeiro está confirmado para o dia 4, na Saraiva do Riosul. 19hs.

Outras datas e outras cidades estão a confirmar e logo posto aqui para todos.

 

convite Saraiva SP