No próximo final de semana começam as filmagens. Ainda não entraremos nas cenas do piloto, mas já será um passo e tanto para a produção do “O turno da noite”.
Nosso primeiro dia de filmagem se destinará a produção de uma cena fora do roteiro para “ensaiar” todas as equipes de produção. A cena desenhada será usada como teaser do seriado e, assim que possível, será postado aqui no blog para vcs sentirem o gostinho da coisa.
Apesar de não ser uma cena complexa será nosso primeiro momento para sentir todos os ajustes dos times envolvidos, desde maquiagem, captação de som-direto, fotografia, equipe de 3D, figurino, equipe de produção e etc.
Por conta da correria para pôr o seriado em movimento e outros compromissos estou sumido aqui do blog. O bom é que a cada dia que passa estamos mais próximos da filmagem do roteiro e a cada dia mais e mais as coisas vão tomando forma.
O que mais me impressiona é o tamanho que o projeto está tomando. Uma coisa que comecei há poucos meses, só rabiscando no papel, como algo para comemorar esses dez anos de lançamento de “Os sete”. Decidi arriscar e bancar do bolso um piloto de seriado para uma hora. Roteiro feito comecei a buscar os parceiros profissionais para tornar realidade aquelas quarenta e poucas páginas de pura fantasia. E só quem trabalha com produção de audiovisual sabe o quando isso é complexo e ousado, ainda mais num país que não tem tanta tradição na produção de terror e fantasia para cinema e televisão. Fora o querido Zé do Caixão e uma ou outra novela, nossa produção de audiovisual para TV e cinema com a temática do terror ou fantasia para adulto nunca deixou o patamar amador. É verdade que ainda é cedo para dizer que ‘O turno da noite” vai romper por essa seara e se tornar algo marcante ou referência para aqueles que também querem trilhar esse caminho. Digo que é cedo porque ainda trabalhamos num piloto e, por melhor executado que ele seja, em todos os departamentos, e tenhamos nas mãos um produto de primeira linha para a TV brasileira, os meandros comerciais para que o seriado chegue as telas são tortuosos e às vezes incompreensíveis em nosso país. É uma hipótese, mesmo que mínima, de ficarmos apenas no piloto em um único capítulo do seriado. Contudo, com ele feito e divulgado ao menos vocês leitores terão um gostinho do que seria a série num tudo, uma ideia de onde poderíamos chegar. Mas, sinceramente, otimista que sou, acredito muito numa primeira temporada completa e cheia de sucesso. Os livros estão ai e mostraram a que vieram, cativando leitores de norte a sul do Brasil, encantando leitores de todas as idades, conquistando listas de mais vendidos, sendo resenhados e comentados em jornais e revistas. A série tem tudo para dar certo e o principal, o apoio real dos leitores, o apoio de muita gente boa envolvida. Tudo vai dar certo. ^^ Só estou aqui comentando coisas, deixando vcs a par de minhas alegrias e agonias, minha ansiedade, minha vontade de fazer isso acontecer e da melhor forma possível, afinal de contas foi para isso que criei o blog.
Um dia desses um amigo meu perguntou se eu não estava me expondo, expondo demais o projeto por estar postando aqui eventualmente os passos que damos. Ele disse que se nenhuma TV comprasse a série, que se isso não saísse do piloto poderia ser algo que muito humilhante para mim, expor um fracasso. Eu sorri e disse, relaxa, tudo vai dar certo. Não tenho medo de fracassar. Tenho medo é de pensar demais e acabar não arriscando nada. Deve ser triste chegar ao alto da ladeira da vida, chegar com até certo conforto, olhar para trás e suspirar, puxa, não tentei nada de grande até aqui. Apesar de, sim, o projeto do seriado “O turno da noite” ser um bocado arriscado, tendo concluído ao menos o piloto, ficarei um bocado orgulhoso. Foi muito parecido quando comecei com “Os sete” há dez anos. Peguei toda a grana que eu tinha e paguei uma gráfica para rodar mil exemplares do meu primeiro livro sabendo que a ideia era bom, mas também sem garantia alguma de que tudo daria certo. “Os sete” arrebentou, vendendo mais de 100.000 exemplares em seus dez anos de vida (graças a todo o apoio da Editora Novo Século e meus queridos leitores e leitoras). Por essas e outras só posso esperar o melhor dessa nova louca empreitada. Então, respondendo ao meu amigo, não, não vou me sentir humilhado caso fique apenas no piloto. Dar certo e dar errado faz parte do dia a dia de quem está tentando fazer coisas diferentes na vida. E como dizia meu velho amigo Raul: É chato chegar a um objetivo num instante.
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Câmera, luz, ação!
Postado em audiovisual, literatura brasileira, seriado!, trabalhar com cinema com as tags ator, atriz, Calíope, cinema nacional, produção independente, seriado, vianco, Yuli em 07/26/2010 por André ViancoSeleção de atores do primeiro episódio.
Postado em audiovisual, literatura brasileira, literatura fantástica, novidades!, seriado!, trabalhar com cinema com as tags ator, atriz, cinema nacional, eventos andré vianco, produção independente, seriado, vampiros, vianco em 07/13/2010 por André ViancoTou sumido aqui do blog e não é a toa. Quarta passada rolou a primeira tarde de testes com atores e amanhã, quarta-feira, 14 de julho de 2010, será o segundo dia de testes, e o último (provavelmente). Bem, quando passarmos por esse último dia de testes teremos o elenco principal escalado. O que tem me deixado bem feliz é o talento das pessoas que estão subindo ao palco. Fiquei também surpreso com o nervosismo das pessoas. Alguns são atores com quem já trabalhei em outros projetos, como nos curtas “A flor” e “A última partida”. Por outro lado penso que não deve ser fácil subir a um palco, com um pedaço de texto decorado na cabeça, tentando adivinhar quem é aquela pessoinha rascunhada em algumas linhas. O ator que se candidata a um papel não deve tentar ser a personagem, ele tem que ser a personagem, dai o desafio, a boca seca, os engasgos.
Outra coisa que tem me deixado feliz são as candidatas a vampiras. Elas são ótimas atrizes e, como se não bastasse, são lindas! Ainda não posso postar fotos delas por aqui, evidente, posto que estamos no meio da seleção ainda. Mas está difícil escolher, assumo. E repito, são lindas. Porque seriado de TV sem vampira linda não dá. Francamente. E antes que as leitoras reclamem, tá, eles, os homens, também são lindos. Já temos o Raul, garotão, falta ainda descolar um Bruno e o Alexandre para contracenar com a líder do quarteto, a meiga, pequena e poderosa Patrícia.
Amanhã receberemos no teatro coisa como 60 atores. Desejo sorte merda a todos e que não se intimidem com a platéia voraz por encenaçãoes absolutamente estonteantes.

O núcleo da pré analisando o candidato a papel no seriado O turno da noite. Ricardo, Marisa, André, Aline... todo mundo compenetrado.
A partir do elenco escalado partiremos para os preparativos finais da pré-produção, arrebentando no figurino, começando os testes de maquiagens e a preparação de atores.
Prometo abastecer vcs com novidades assim que possível para que não se perca esse ar de cumplicidade estabelecido entre mim, escritor e diretor dessa loucura e vcs, leitores desse blog.
abraços.
André Vianco
Esquentando o motor.
Postado em audiovisual, literatura nacional, novidades!, seriado!, trabalhar com cinema com as tags ator, atriz, cinema nacional, o turno da noite, produção independente, seriado em 06/11/2010 por André ViancoSemana boa para o projeto de transformar os livros “O turno da noite” num seriado. Mais gente boa chegando para fechar a equipe e logo estaremos com o time todo montado. Peça chave que ainda falta é um bom profissional de captação de som-direto. O som-direto é o áudio captado ali, real time, durante a gravação das cenas. Já muita produção foda, com orçamento de centenas de milhares de reais ir pro vinagre ou ficar com ares menos profissionais por conta de um som muito mal captado. Então creiam, esse profissional é um daqueles estratégicos e faz toda diferença, como um bom diretor de arte ou um diretor de fotografia.
Lá pelo dia 21, 22 de junho vão rolar os primeiros testes com atores para irmos selecionando nosso elenco.
A equipe deve contatar na semana que vem os leitores que foram selecionados para os testes e também aqueles que serão chamados e entrevistados para a produção. Já consigo ouvir o tic-tac da contagem regressiva.
Chegou também aqui na produtora a câmera que será usada para as filmagens e ela também será testada pela equipe de fotografia nos próximos dias que vão chegar ao setup correto para a linguagem e temperatura de cor e essas coisas que vão compor o clima desejado para nosso esperado piloto de “O turno da noite”.
Camila Guerreiro, leitora e amiga que se juntou ao time de produção já arrumou um chegado que jura que tem Comodoros pretos a para escolher. Hahahaha. Bem, o Dimitri já não corre mais o risco de desfilar numa Calói Cecizinha preta, com adesivos de caveirinha pra dar clima, nas cenas do episódio 1.
Hoje visito algumas das locações para fotografar e filmar e dar subsídios para equipe de arte.
E já estou acreditando tanto que esse projeto não vai ficar só no piloto que já estou na metade do roteiro do segundo episódio.
É, hora de trocar o óleo do Comodoro, daqui a pouco ele vai fritar no asfalto.
Yuli, a vampira-loba.
Postado em audiovisual, novidades!, seriado!, trabalhar com cinema, vampiros com as tags ator, atriz, bandas, Calíope, Dimitri, o turno da noite, os sete, produção independente, seriado, vampiros, vianco, Yuli em 06/02/2010 por André ViancoOntem a tarde passamos por mais uma reunião com a turma da pré-produção do seriado. Falei com o diretor de arte do projeto, que é o grande mestre em História da Arte, professor Luis Lopreto, também estavam por lá as produtoras Marisa Samogin e Aline Esperança e o produtor Ricardo. Discutimos muito a primeira sequência do roteiro, que em termos técnicos é um dos grandes desafios do piloto. Já entramos na fase de buscar locações e nosso target é descolar um bom galpão justamente para essas primeiras cenas.
Depois de falarmos com o diretor de arte, seguimos para um encontro com o produtor de casting do seriado, Kadu, que está trazendo muita gente boa para participar do piloto do “O turno da noite”. Ontem era o dia das meninas, de vermos as atrizes que vão participar dos testes. Cada arquivo que ele abria meu queixo caía, uma candidata mais linda que a outra. Agora resta saber se elas agüentam os papéis aos quais se destinam. Fiquei particularmente impressionado com as candidatas a vaga da Yuli. Meu deus! O que são aquelas menina?! Uma mais linda que a outra. Tou com medo de roubarem o brilho da poderosa Calíope! Difícil, hein. Hahahhahaha! Eu acho formidável ter essas sensações, essas viagens, porque o bom de produção é quando todo mundo fica assim, meio que bobo com os pequenos resultados, os pequenos avanços, e consumidos pelo entusiasmo quando as coisas grandes acontecem. Isso é um ótimo indicador que mostra que as coisas estão correndo para o rumo certo. Eu começo a ver tudo se encaixando e já vou melhor desenhando cada cena do roteiro e vendo tudo isso pronto e editado e a data de estréia da série na TV.
As coisas estão tomando um ritmo tão empolgante e consistente que já está quase impossível tratar o piloto como uma ilha, como um episódio único de aposta, posto que em todas as conversas já visualizamos a coisa como uma primeira temporada completa. Do jeito que profissionais de produção de primeira e atores e atrizes deslumbrantes vão se somando a linha de frente fica impossível imaginar um cenário onde o seriado não seja veiculado. Difícil mesmo. E não estou dizendo isso só porque sou o doido que está apostando as fichas nessa jogada e nem porque sou o papai da saga “O turno da noite”. Estou dizendo isso porque sei como o povo gosta de uma história bem contada, de como a TV gosta de contar histórias, do que faz os olhinhos dos fãs de vampiros brilharem e creia, o seriado traz tudo isso e mais um pouco. Hoje a noite tenho um encontro com o pessoal dos efeitos visuais 3D, espero que logo tenha mais boas novas ainda pra compartilhar com vcs que estão acompanhando o nascimento desse pivetinho que é o seriado “O turno da noite”.
Daqui algumas semanas vai rolar o teste de atores e atrizes que foram selecionados para o episódio piloto. Nesse dia também participarão dos testes os leitores que passaram no crivo das carrascas Marisa e Aline e do complacente senhor Ricardo, que fizeram uma severa peneira no material enviado. Eu desejo boa sorte a todos e, aqueles que não forem chamados agora, não deixem a chama da esperança apagar, porque uma temporada tem de 12 a 16 episódios e vcs terão muitas e muitas chances de ter a carinha estampada, nem que seja por efêmeros 3 segundos, num dos capítulos dessa saga que começa a deixar as páginas dos livros e vai indo para as telinhas.
O pessoal que mandou currículos para participar atrás das câmeras e que foi selecionado, também começará a receber retorno em poucos dias. Fiquem de olho na caixa postal.
Ainda está de pé aquela primeira sessão no cinema, só pra festejar, só pra bagunçar. Então continuem ligados aqui nas novidades do blog para não perderem essa.
Vibrem!
Postado em audiovisual, literatura nacional, novidades!, seriado!, trabalhar com cinema, vampiros com as tags ator, atriz, bandas, Calíope, cinema nacional, Comodoro, Dimitri, o turno da noite, seriado em 05/27/2010 por André ViancoEssa foi mais uma semana importante para o projeto do piloto do seriado O turno da noite. Muita coisa boa acontecendo. Consegui um excelente diretor de arte que está também indicando gente muito fera para vários departamentos da pré-produção e produção.
Muito material de leitores de minhas obras e gente que está acompanhando o blog está chegando ainda. Quem já mandou não precisa mandar novamente, agora é só esperar. Quem não mandou nada, ainda dá tempo. O mail da produção, como já divulgado, é criamundos@uol.com.br .
O primeiro episódio é sempre o mais exigente e demorado para uma equipe que se dispõem a criar do zero um seriado, posto que o primeiro episódio, da primeira temporada, é o que cria a “fôrma” para tudo o que virá. É agora com a equipe de criação de arte que todo o código visual da série e da primeira temporada será criado. O figurino, a cor dos cenários, paleta de cor dos núcleos de personagens, concepção estética, estilo visual, objetos de cena, adereços, logo da série, tudo, tudo, definido agora.
Outro avanço é o fato de um ator amigo meu, competente pra caramba, ter aceitado fazer o bom Dimitri. Já teria ficado muito contente com essas duas “aquisições” de qualidade, porém, mais uma jóia caiu em nosso projeto, uma jóia linda, deliciosa, ofuscante, com um sorriso maravilhoso e, como se não bastasse, excelente atriz…. negra. Sim, nós temos uma Calíope. Justamente essa personagem estava me deixando bem encanado, porque como esse projeto vem em primeiro lugar para celebrar os dez anos de meu primeiro livro e também para presentear vocês leitores, eu não estou aceitando nada além do perfeito. Todas as dezenas de escolhas que estou tomando a cabo a respeito da equipe selecionada para atuar atrás das câmeras, equipe que vai passar fácil das 40 pessoas, e vai dar um duro danado para chegarmos a um grau de qualidade de tirar o fôlego do leitor mais exigente, será praticamente materializada através do seleto grupo de aproximadamente 20 personagens que estarão na frente das câmeras. Quero atores que, de verdade, por aqueles breves dias encarcerados em estúdios de filmagem, mais que emprestem, que dêem a alma para as pessoas que irão encarnar para que os personagens dos livros simplesmente saltem das páginas para esse plano quase real. Por isso, creio eu, as escolhas mais difíceis para mim, na qualidade de diretor do projeto, são os atores. Admito que apesar de crítica, essa é uma das fases mais deliciosas de uma produção de audiovisual. É preciso ter paciência para sentir os atores, se conectar com eles e enxergar quem eles são dentro do projeto e se, de fato, os são. Os atores precisam vibrar na mesma sintonia, na mesma freqüência do projeto. E o Dimitri e a Calíope são, simplesmente, vibrantes.
É claro que ainda estou fazendo um baita mistério, claro. Estou contando milagres sem dizer o nome dos santos, posto que com um bom Google vocês encontrariam todo mundo que eu listasse nesse post e perderia a graça. Confiem no titio Vianco. Em meados de julho aposto que pequenos vídeos já estarão pipocando aqui no blog para tentar arrefecer a sanha de novidades de todos vocês. O turno da noite está chegando.
A produtora CriaMundos
Postado em a vida como ela é, audiovisual, eventos, literatura fantástica, novidades!, trabalhar com cinema, vampiros em 05/14/2010 por André ViancoBem, muita gente anda perguntando se já tem uma produtora interessada no projeto “O turno da noite”. E eu sempre respondi que é um projeto independente, uma coisa que eu estou fazendo no intuito de, principalmente, comemorar os dez anos de lançamento do livro “Os sete”, uma forma de presenter os leitores fiéis esses anos todos e também presentear a mim mesmo que sempre imaginei as personagens dessa série ganhando vida.
Contudo, já há algum tempo eu tenho uma produtora, que vem criando apenas ideias no papel para seriados (é eu já tenho mais dois seriados escritos, fora dos meus mundos já conhecidos em literatura) e venho perseguindo o sonho de produzir meu primeiro longametragem. Nessa busca já dirigi dois curtas, o primeiro ficou com um resultado meio tosquinho em termos visuais e de finalização, mas o segundo ficou muuuuito bom. O primeiro “A flor” está lá no meu canal do youtube e o segundo, baseado no meu conto e de mesmo nome “A última partida” contém apenas o trailer. O que esses filmes me ensinaram? Muita coisa e o principal e o que mais acredito, uma boa história pra contar já é meio caminho andado e que dedicação a captação de som é tudo. hahahaha.
Em tempo, gosto muito do “A flor”, comparando com minha literatura, lembro muito de minha primeira tentativa de um grande romance, quando eu tinha, sei lá, 18 anos. Escrevi um livro “A alma da espada”, que contava a história de um rapaz que dirigia perigosamente um “muscle car” e, para não atropelar uma garotinha, joga o carro na traseira de um caminhão estacionado. Quando ele abre os olhos está lá, no limbo, com a chance de voltar para casa em suas mãos. É uma típica aventura adolescente num mundo de magia e fantasia total, onde recebe ajuda de anjos, uma gangue de gorilas robôs e um caminhoneiro apaixonado, cruzando as estradas de Setembro Deserto, o nome da terra onde está. Resumindo, é um livro escrito de forma rude, totalmente amador e, talvez justamente por conta disso, escrito por um moleque extremamente apaixonado por contar histórias. A história é ardente. Já no meu primeiro curta, a história é emprestada de Carlos Drummond de Andrade, do conto, Flor, telefone, moça. Uma jóia do terror nacional. Mas ali vi que meus roteiros audiovisuais funcionam, que escolher uma equipe funciona, que dirigir é possível, que pós-produzir é possível e etc. E ainda que eu ache o resultado do curta muito razoável, quando se mexe com arte é preciso preservar um alto senso crítico. Colocando na dimensão de aprendizado, ficou ok. Agora, passando “A flor” para a dimensão de produto broadcast, sem chance. Tecnicamente é fail. hahahaha. Mas estamos falando ai de um filme feito com pouco mais de hum mil reais. Já o “A última partida”, que ficou muito melhor, mal passou de 3 mil reais de produção e pós.
Agora, a produção do piloto do “O turno da noite” vai demandar muito mais recursos, principalmente para ter uma equipe capaz atrás das câmeras para fazer a magia da fantasia em movimento acontecer, fazer, por um instante, vc acreditar naquilo que está diante de seus olhos, com um esqueleto formado pelo roteiro e a história, muito poderoso e que vai ajudar demais, mas para esse bichão tomar forma é preciso muito mais que ossos. Os músculos, tendões, sangue, alma, virão de outros departamentos, como direção de arte, captação de som direto, folley, direção, fotografia, efeitos visuais, montagem e muitos outros profissionais que ajudarão o Comodoro do Dimitri passar rasgando na telinha e vc torcer para se arrebentar de frente com uma porta e cair dentro de um covil de vampiros soltando de um lado o conhecido Matador e do outro o paladino Tobia, com armas e munição o suficiente para fazer o Charles Bronson ter um orgasmo.
Minha maior vontade é que essa brincadeira toda (tá! é trabalho, feito por profissionais, mas desculpa ai se é divertido pra caralho quando um filme dá certo!) não fique apenas no piloto. Vou usar de todos os canais possíveis e toda minha energia para que esse piloto inflame e as labaredas incedeiem também os distribuidores, canais de TV fechada ou aberta para que o seriado se concretize. Vira um frio na barriga? Sim, sem sombra de dúvidas. Não só por reconhecer que um seriado desse porte é inédito na TV brasileira, sulamericana, mas por imaginar lobos escapando de tanques de postos de gasolina, Calíope e suas curvas fantásticas seduzindo o pobre coitado do empedernido capitão Brites, Yuli fugindo do Grupo de Contenção, Jó despertando no templo do Deus Noite, cercado por seus fabulosos guardiões curupiras… é, serão imagens para ficar na memória.
Minha produtora é a Criamundos, é, por hora, a única responsável pela tarefa de transformar esse sonho em realidade, pelo sucesso ou fracasso da tentativa e torço para que logo vcs ouçam falar um bocado dela. ^^
abraços,
André Vianco

